Maculele is a stick dance done in a circle to the music of drums and singing. This art form is often paired with Capoeira, as it is done in a roda and the rhythm played on the atabaques. The dancers have two sticks that they hit together to make a beat in time with the drum.

Maculele’s origin is unclear. Many claim that it’s roots are African, but cannot trace them to specific ethnicities, mark the date of the art’s arrival in Brazil, or confirm whether its original purpose was for fight, dance, or religious celebration. Some say it was a fight of resistance of the slaves against their masters, others assert that it was a folkloric pastime.

Maculele flourished principally in Santo Amaro, where it was performed during the Festivals of Our Lady of Immaculate Conception and Our Lady of Purification

Paulino Alosio Andrade, "Mestre Popó "is one of the most important figures in the recent history of Maculele. The son of slaves, poó was born on June 6, 1902 and learned maculele as a child. He says, “my mother told me maculele comes from Africa, that on days of rest, up there in São Bento, in a big senzala, there were celebrations, where the blacks did maculele, capoeira, bate-coxa, and samba de roda. She was eighteen years old.” During the early twentieth century, maculele began to decline as the art’s old mestres died one by on. It was almost forgotten until Mestre Popo revived it in 1943.

Mestre Popó began teaching maculele to his friends and family, piecing together the art from his own memoriesas well as those of Santo Amaro’s oldest residents. Since he didn’t remember all the songs and rhythms, he added some from candomble and other Afro-Brazilian folkloric pastimes. For example, the old rhythms of maculele included on called Nego- which has since been lost, replaced entirely by the other, called Congo- and Mestre Popo added the candomble rhytms of barravento and ijexa. The song “boa noite praquem e de boa noite” also comes from candomble; mestre popo modified the last line to speak specifically of maculele.

Types of Drum Rhythms

Ijexa:

Congo:

Barravento:

The dance is performed to a 4-count rhythm: for three beats (sometimes just 2 beats to provided the emphasis on the striking counts), players strike their own sticks (or machetes) together in combination with expressive and athletic movements, and every fourth beat, partners strike their right-hand sticks together.

Maculele Songs

Boa noite pra quem é de boa noite

Boa noite pra quem é de boa noite
bom dia pra quem é de bom dia
a benção meu papai a benção
maculêlê é o rei da valentia

Boa noite pra quem é de boa noite

bom dia pra quem é de bom dia

a benção meu papai a benção

maculêlê é o rei da valentia

Cabana De Guerreiro

Certo dia na cabana um guerriero

Um certo dia na cabana um guerriero

Foi atacado pér uma tribo pra valer

Pégou dois pais, saiu de salto mortal

E gritou pula menino que eu sóu Maculele

 

Certo dia na cabana um guerriero

Um certo dia na cabana um guerriero

Foi atacado pér uma tribo pra valer

Pégou dois pais, saiu de salto mortal

E gritou pula menino que eu sóu Maculele

 

E pula la, que eu pulo ca

Que eu sóu Maculele

E pula la, que eu quero ver

Que eu sóu Maculele

E pula eu, pula você

Que eu sóu Maculele

E pula ca, que eu quero ver

Que eu sóu Maculele

E na hora é

Êêêê, mas E na hora ê, E na hora á E na hora ê, sou de Angola

 

E na hora ê, E na hora á E na hora ê, sou de Angola

 

E na hora ê, E na hora á E na hora ê, dá licença pr' eu passar

 

E na hora ê, E na hora á E na hora ê, sou de Angola

Maculelê Maculalá

 

Maculelê Maculalá Obê obê Obê obá

Maculelê Maculalá Obê obê Obê obá

 

Eu sou batuqueiro de Aruanda

Eu vim batucar nesse lugar

Eu salvo esse povo de Bahia

Peço licensa pra dançar

 

Maculelê Maculalá Obê obê Obê obá 

Eu trago a espada do guerreiro

e a branca bandeira de Oxalá

No peito a estrela radiate

e o grito de paz dos Orixas

Maculelê Maculalá Obê obê Obê obá

Sou Eu Maculele

Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...

 

Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...

E nós viemos, das Alagoas,
Somos filhos da Mata real...
Viva Zumbi, nosso rei negro,
No caminho do canavial...

Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...

 

Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...


Você bebeu juremas, você se embreagou..
Na flor do mesmo palco, vóis misê se alevantou...


Você bebeu juremas, você se embreagou..
Na flor do mesmo palco vóis misê se alevantou..
.


Corre pro mato que a batalha começou,
É a guerra dos Palmares, vamos lutar meu Senhor...


Corre pro mato que a batalha começou,
É a guerra dos Palmares, vamos lutar meu Senhor...


Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...


Sou eu, sou eu...
Sou eu maculêlê, sou eu...

Tindolelê auê Cauiza

Tindolelê auê Cauiza
Tindolelê é sangue real
Eu sou filho eu sou neto de Aruanda
Tindolelê auê Cauiza
Cauiza, de onde é que veio

Eu vim de Angola ê

Maculelê, de onde é que veio

Eu vim de Angola ê

Mestre Popó, de onde é que veio

Eu vim de Angola ê

E o atabaque, de onde é que veio

Eu vim de Angola ê

E o agogô, de onde é que veio

Eu vim de Angola ê

 
 
 
 
 
 

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